Movimento cultural luta por revitalização de espaços e políticas públicas para a cultura em Vitória da Conquista

Alguns dos integrantes do coletivo Cultura Conquista, em uma ação nas dependências do antigo Cine Madrigal ( foto: Juliana Brito)

Por Vald Ribeiro

Alguns dos integrantes do coletivo Cultura Conquista, em uma ação nas dependências do antigo Cine Madrigal ( foto: Juliana Brito)

O Coletivo Movimenta Cultura Conquista, formado por artistas, intelectuais e ativistas culturais de Vitória da Conquista, está mobilizando a cidade para exigir do poder público municipal mais investimentos e atenção para o setor cultural. O movimento, desde 2023, vem realizando diversas ações para sensibilizar o Poder Público Municipal para revitalizar espaços históricos como o Teatro Municipal Carlos Jehovah e o Cine Madrigal, além de pleitear a criação de novos equipamentos culturais e a implementação de políticas públicas municipais que garantam o desenvolvimento da cultura local.

Com quase 400 mil habitantes, Vitória da Conquista possui um rico patrimônio cultural. No entanto, diversos espaços culturais encontram-se abandonados ou subutilizados. Diante desse cenário, o Movimenta Cultura Conquista elaborou uma carta-proposta com 20 propostas e reivindicações, entre elas a criação de uma secretaria municipal exclusiva para a cultura, a elaboração de um Plano Municipal de Cultura participativo e a garantia da participação da sociedade civil na gestão das políticas culturais. O movimento também defende a implementação de políticas públicas que promovam a formação continuada de artistas, a criação de bibliotecas comunitárias e a realização regular de eventos culturais de diversas linguagens artísticas.

Com o objetivo de fortalecer as reivindicações, o Coletivo lançou um abaixo-assinado digital e físico, que já conta com o apoio de diversos artistas, intelectuais e cidadãos. A iniciativa visa coletar assinaturas dos conquistenses para compor um documento a ser entregue à prefeita Sheila Lemos, juntamente com a carta-proposta, demandando mais atenção e recursos para o setor cultural.

“Um movimento como esse é a prova de que os artistas, agentes culturais, sociedade-civil, educadores e gestores estão preocupados e apostam em novas dinâmicas de participação social, que primem pela escuta dos anseios de quem faz a cultura cotidianamente como forma de sobrevivência e fortalecimento da democracia”, afirma Juliana Brito, uma das participantes do movimento.

O abaixo-assinado online, que já conta com mais de 2.5000 assinaturas, pode ser acessado aqui.

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