Começa hoje e vai até o dia 9 deste mês, a Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI) e, mais uma vez, faz da capital paulista o epicentro da bibliodiversidade e do pensamento crítico na América Latina. A Festa chega à 8ª edição — a terceira no formato solo após a desvinculação da FLIP de Paraty — reunindo mais de 170 editoras, coletivos, livrarias e artistas independentes do Brasil e do exterior.
Totalmente gratuito, o festival ocorrerá no centro de São Paulo, ocupando espaços como o Espaço Cultural Elza Soares (vinculado ao MST), o Café Colombiano, o Sol Y Sombra e o Boteco Prato do Dia. A edição de 2026 conta com financiamento do Programa de Ação Cultural (ProAC).
Resistência no centro e expansão para o interior
A manutenção do evento na região central da cidade carrega um forte tom político de ocupação. Segundo a organização, a realização no circuito da Alameda Eduardo Prado e adjacências desafia os impactos e desapropriações provocados pelas obras do novo centro administrativo do governo estadual no entorno.
Além da programação na capital paulista, a festa reforça sua descentralização através dos Estaleiros Pirata — polo “nômade” que leva atrações e debates para o interior e o litoral paulista, articulando-se com coletivos locais para redistribuir recursos fora do eixo comercial tradicional.
As novidades de 2026: do pebolim à exposição vetada
A programação deste ano traz novidades que interligam cultura, esporte e política:
- Pebolim e Boxe Popular: Em ano de Copa do Mundo, a inclusão do pebolim (futebol de mesa) homenageia suas origens anarquistas na Guerra Civil Espanhola. Já o boxe popular é introduzido como prática coletiva de autodefesa e cuidado com o corpo.
- Exposição “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade”: A FLIPEI acolherá integralmente a mostra que teve seu encerramento antecipado no Museu da Língua Portuguesa em maio, após investigações do MP e ataques de parlamentares de extrema-direita.
- Zona Piratinha: Espaço infantil com atividades pautadas em perspectivas afro-brasileiras e indígenas, contando com recursos de acessibilidade, audiodescrição e tradução em Libras.
Curadoria e participantes
A programação e os debates da edição de 2026 são conduzidos por quatro curadores: a premiada escritora Cidinha da Silva, a jornalista e pesquisadora Jéssica Balbino, o geógrafo e editor Pedro Silva e o comunicador político Marcos Morcego.
Entre as dezenas de selos confirmados na feira do livro estão editoras de destaque no mercado independente, como Boitempo, Ubu, Fósforo, Editora 34, Cobogó, Elefante, Autêntica, Dublinense, Veneta, Hedra, Lote 42 e a baiana Teia dos Povos.
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Serviço
Evento: 8ª Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI)
Data: 5 a 9 de agosto de 2026
Entrada: Gratuita
Principais Endereços (São Paulo/SP):
o Espaço Cultural Elza Soares — Alameda Eduardo Prado, 474
o Café Colombiano — Alameda Eduardo Prado, 493
o Sol Y Sombra — Rua Treze de Maio, 180
o Boteco Prato do Dia — Rua Barra Funda, 34