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Carta aos pais e mães

Palavras!
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FEVEREIRO, 2024.

Queridos(as),

Imagem: Gerada com IA Da plataforma DALL·E 3

Dirijo-me a você para falar de amor, essa palavra quase em desuso, não por falta de declarações, mas por ausência de ações. Gostaria muito de que cada lar fosse o melhor lugar do mundo e que as relações entre pais e filhos pudessem ser melhores e que deixassem saudade no tempo. Que o amor não fosse um atributo feminino apenas e que encontrasse também na figura do pai a sua manifestação. Penso que a aprendizagem do amor é possível e começa com pequenos gestos, quando se ouve o som da voz do outro. Num lar se fala de sonhos, de presente e passado, da nossa origem. Lar é música, dança, brincadeiras, sono, silêncio, barulho, comida, limpeza, arrumação, estudo, trabalho. É preciso que pais e filhos saibam que estudar é trabalhoso, é cansativo, mas se aprende e as crianças aprendem brincando, inclusive a se concentrar, a ter foco. Ler para os filhos e ter um lugarzinho de estudo têm sua importância. Falo da necessidade de agenda, essas coisas que as coordenadoras já estão cansadas de cobrar. Não se pode deixar o peso da aprendizagem do seu filho sobre os ombros da própria criança ou da escola. Seus filhos necessitam de orientação, de estímulo, de elogio e de motivação para fazer porque estão em desenvolvimento. A vida escolar do seu filho é fundamental para o futuro de uma nação.  Acima de tudo, observar o excesso de estímulos e saber conversar, convencer e estabelecer regras. Todos os jogos infantis ajudam nesse aspecto. Quero frisar a questão da presença, do toque, da voz, do acompanhamento e do carinho. Uma caminhada despretensiosa, um sorvete, uma visita aos avós, uma pescaria, um futebol, uma espera na esquina, um bilhete, uma mensagem, também ajudam. 

Imagem: Freepik

É no lar que se fala das nossas dores, sentimentos e fragilidades. Enfim, que cada um encontre coisas para se fazer juntos, só não vale o desprezo. O nosso esforço é de tornar a nossa casa um lar porque casa é lugar de gritos, de xingamentos, de ameaças, de comparações, de humilhações e de violências. Gostaria de lembrar-lhe que o cuidado, a paternidade, deixou de ser uma questão de afeto e passou a ser uma questão de direito. É obrigação do pai cuidar dos filhos. Seus filhos saberão, na vida adulta, diferenciar o que é ser e o que é ter. Saberão agradecer ou lamentar as feridas da ausência.  Prefiro o otimismo das memórias eternas por ter sido amado, por amar sem expectativas, por ter se esforçado para ser pais e mães possíveis.

Josué Brito Santana – Psicólogo

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