Por Vald Ribeiro
A mais importante honraria da Academia Brasileira de Letras, e uma das mais tradicionais do Brasil, o Prêmio Machado de Assis deste ano foi vai para a poeta, contista e romancista Adélia Prado, considerada atualmente a maior poetisa viva do país. O prêmio é um reconhecimento à obra da poeta mineira que, entre poesia e prosa, escreveu mais de 20 livros abordando temas como o cotidiano, a natureza, a religiosidade, o sexo, a feminilidade e a mortalidade.
Prado é a 11ª mulher a ser laureada com o Prêmio da ABL, criado em 1941. A escritora receberá 100 mil reais como parte do prêmio em uma cerimônia que ocorrerá no dia 19 de julho, durante as festividades de aniversário da ABL.
Nascida em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935, Prado começou a escrever poesia aos 15 anos, mas foi somente após duas décadas de dedicação ao ensino, casamento e maternidade, que ela se voltou integralmente para a literatura aos 40 anos. Seu talento foi reconhecido e apoiado por Carlos Drummond de Andrade, que endossou a publicação do primeiro livro “Bagagem” em 1976, que foi bem recebido pela crítica e a lançou definitivamente no cenário literário brasileiro.
Atualmente, ela está preparando o lançamento de mais um livro de poemas, cujo título provisório é “Jardim das Oliveiras”, previsto para ser publicado ainda este ano pela editora Record.